POSSO PEGAR UMA IST NOVAMENTE APÓS O TRATAMENTO?
Há 10 meses
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Dois grandes estudos publicados recentemente demonstraram uma baixa incidência de doenças nos rins, a longo prazo, nas pessoas que têm o hábito da ingesta de líquidos frequente diariamente. Um foi publicado no jornal Nephrology e avaliou aproximadamente 2.400 pessoas acima dos 50 anos, mostrou que aqueles que ingeriam mais de 3 litros de líquido ao dia tinham uma taxa bem menor de doença crônica renal, do aqueles que ingeriam menos que isso. Outro estudo publicado no Clinical Journal of the American Society of Nephrology que avaliou aproximadamente 2.100 pessoas saudáveis, homens e mulheres, por um período de 7 anos com a média de faixa etária em torno dos 46 anos, mostrou que aqueles que apresentavam o maior volume de urina por dia, ou seja ingeriram mais líquidos, apresentavam menores índices de doenças nos rins.
De acordo com um estudo que avaliou 167 mulheres que estavam acima dos cinquenta anos e já na menopausa, em terapia de reposição hormonal com estrogênio há no mínimo 5 anos, apresentaram uma maior incidência de incontinência urinária do que aquelas mulheres que faziam uso há menos tempo, ou aquelas que nem sequer iniciaram a terapia. Estudo envolvendo 2.800 mulheres mostrou que depois dos 45 anos, mais de 50% das mulheres já apresentou algum episódio de incontinência urinária.
Muitos artigos têm sido publicados divulgando a nova conduta para o médico, em relação às dosagens do exame de PSA (Antígeno Específico da Próstata), como um controle do câncer de próstata. Novas linhas de conduta têm sugerido que esse método seja abandonado, uma vez que tem levado a muitos tratamentos desnecessários e métodos invasivos de diagnósticos, com riscos de complicações, como no caso da biópsia de próstata. Mas há ao mesmo tempo, correntes que ainda acham indispensáveis a monitorização do PSA, como forma de prevenção. Artigos foram publicados recentemente e todos realçam a importância de se conscientizar os pacientes, sobre os riscos de falsos negativos e positivos, assim como das preocupações desnecessárias que exames inconclusivos podem causar.
Alguns pacientes após serem submetidos à cirurgia de prostatectomia radical para o tratamento do câncer na próstata, apresentam os sintomas típicos de doença do trato urinário inferior (bexiga, uretra) e são medicados com um grupo de drogas chamadas de alfa bloqueadoras (tansulosina, alfuzozina como exemplos). Nesse grupo foi observado que os índices de recidiva da doença foram maiores do que no grupo que não necessitou de terapia por não terem os sintomas. Acredita-se que os sintomas já são sinais de que a doença não foi erradicada e a recidiva nada tenha a ver, com o uso das drogas.
Devido à grande importância que a mídia ontem deu aos riscos do uso da Vitamina E no caso do câncer de próstata, estamos republicando artigo veiculado neste blog em Dezembro/ 2008.
De acordo com um estudo recentemente publicado, homens que tinham o hábito de ingerir 2,5 ou mais ovos por semana, têm um risco maior de 81 % para o desenvolvimento de um câncer de próstata mais letal, quando comparados com aqueles que consumiam até metade de um ovo por semana. Esse aumento do risco está associado a uma maior ingesta de nutrientes presentes nos ovos, como colesterol, que aumentam a atividade de proliferação das células tumorais.
Um artigo recentemente publicado na mídia, fala sobre a possibilidade de uso de novos medicamentos no tratamento do câncer avançado da próstata. Até então a maioria das terapias utilizadas, visava a interrupção da produção do hormônio testosterona, que alimenta o crescimento do tumor. Os médicos agora têm à disposição, drogas que não impedem a produção deste hormônio, mas bloqueiam a ação dele sobre as células tumorais (caso do acetato de abiraterona) ou então, atua no sistema imunológico do paciente fazendo com que esse sistema, destrua as células tumorais (caso da terapia injetável com sipuleucel-T). O artigo ainda cita o andamento de um estudo com uma nova droga, Medivation's MDV3100, que impede também que a testosterona se ligue às células tumorais.
Segundo o relato de um estudo há cinco anos atrás, aproximadamente 400 casos de mulheres com cálculo e cólica de rins era tratado por ano, no Reino Unido. Atualmente esse número já está na faixa de 800 casos por ano, ou até mais, e é atribuído à maior ingesta de carne vermelha, sal, vida sedentária e aumento de hábitos ruins à saúde, como uma maior ingesta de bebidas alcoólicas e aumento no tabagismo.
No verão é observado um aumento da incidência dos cálculos renais, que os médicos creditam às altas termperaturas e decorrente desidratação. Nesse período é importante o aumento da ingesta de água e sucos, mas refrigerantes e café devem ser evitados. A Associação Americana de Urologia não acredita que evitar a ingesta de alimentos a base de cálcio melhore no processo de prevenção, mas garante que diminuir a ingesta de sal ajuda e muito.

Ser muito magro ou muito gordo pode aumentar o percentual de dificuldades no desempenho sexual do homem. Mas o mesmo não parece ocorrer com a mulher. De acordo com um estudo realizado na Dinamarca, quando 5.500 homens foram analisados e publicado no Journal of Sexual Medicine, homens muito magros têm um risco vinte duas vezes maior de se queixar de situações como dificuldade para atingir/sustentar uma ereção, de ejaculação precoce ou até mesmo não conseguir ejacular, quando comparados aos homens de peso normal. As mesmas características foram observadas nos homens obesos.
Até o momento sabe-se que uma série de opções de estilo de vida, ocorrências durante a vida e fatores ambientais, pode comprometer a produção dos espermatozóides e impactar na fertilidade do homem. Várias situações são descritas, como por exemplo o uso de laptops no colo, e não numa mesa, doenças sexualmente transmissíveis, traumas na região da virilha durante a adolescência, uso de anabolizantes e testosterona, agentes químicos como pesticidas, uso de roupas apertadas como a dos ciclistas, radiação, fumo, ingesta excessiva de bebidas alcoólicas. Tudo isso foi discutido na sessão do "Heath Journal. Leia o artigo original publicado no Wall Street Journal:

A partir de hoje a vacina Gardasil (MSD) já pode ser prescrita ao sexo masculino, na faixa etária dos 9 aos 26 anos. O governo brasileiro, preocupado com os altos índices de tumor de orofaringe nos homens relacionados à infecção pelo vírus HPV, liberou a prescrição do tratamento que só é encontrado na rede particular, com custo estimado em R$ 900,00 cada dose. São três doses a serem administradas por via intramuscular. A segunda dose deve ser administrada 60 dias após a primeira e a terceira e última dose, 4 meses após a segunda dose.
Um estudo que avaliou 1.445 pacientes com tumor de próstata mostrou, que aqueles que tinham o hábito de caminhar de forma rápida, pelo menos 3 milhas por hora, totalizando pelo menos 3 horas por semana, tiveram índices mais baixos de recorrência da doença, depois de um tratamento inicial.

De acordo com os resultados apresentados no encontro anual da Associação Americana de Urologia (AUA) que termina hoje em Washington DC, o homem gay se queixa mais que o heterossexual em relação à qualidade de vida após os tratamentos para o câncer na próstata. Através de um questionário preenchido pela internet, conseguiram coletar dados de 92 pacientes e foi observado que os gays se queixavam mais em relação ao status das ereções, da qualidade de ejaculação e da qualidade de vida em geral, quando comparados às mesmas respostas dadas pelos homens heterossexuais.
ZYTIGA, é esse o nome comercial da droga abiraterona produzida nos Estados Unidos pela Ortho Byotech e aprovada para uso em associação com o corticóide Prednisona pelo FDA. Pacientes que já não respondem mais ao tratamento hormonal e nem à quimioterapia, apresentaram uma melhora na sobrevida com o uso dessa associação. Dados foram divulgados nos congressos anuais da Associação Européia de Urologia em Viena e da Associação Americana de Urologia em Washington DC.
Um trabalho que avaliou 845 casos de pacientes submetidos à retirada do rim por causa de um tumor malgno, mostrou que os fumantes parecem ter uma evoluçao mais agressiva. Segundo o relato do Dr. Thomas Polascik da Universidade da Carolina do Norte nos Estados Unidos, mais de um paciente entre quatro fumantes apresentam evolução agressiva, contra apenas um entre cinco pacientes não fumantes.
Está sendo testado em São Paulo para o tratamento do tumor de útero, o equipamento que utiliza a tecnologia de ultrassom em alta intensidade. Conhecida como HIFU (High Intensity Focused Ultrasound), essa tecnologia já é testada e usada em países da América do Norte e Europa há mais de 5 anos, com resultados promissores, sem haver necessidade de cirurgia.
Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou, que pacientes acima dos 70 anos são submetidos à dosagem do PSA no sangue muito mais, quase o dobro, quando comparados ao grupo de pacientes na faixa dos 40 anos. A disseminação da informação do valor que o resultado do PSA tem, leva muitas vezes a uma dosagem em excesso e sabe-se que outros motivos que não só um câncer, podem gerar alteração na dosagem. Tanto a American Urological Association, como a American Cancer Society preconizam a dosagem sistemática dos PSA, nos pacientes acima dos 40 anos e mesmo assim, com uma expectativa de vida superior a 10 anos. E no caso dos idosos, esses resultados em nada acrescentam e não mudam a sobrevida do paciente. Recomenda-se maior critério então, na solicitação dessa dosagem.
Segundo um estudo publicado no BJU International, pacientes que são submetidos ao tratamento de bloqueio hormonal após a retirada cirúrgica da próstata para tratamento de um câncer, têm um ganho significativo de peso no início da terapia. Esse ganho de peso, que varia em torno de 2,2 quilos, é observado no primeiro ano de terapia e em seguida, não se observa mais aumento de peso e tão pouco, diminuição.
Para o último dia foram reservados os assuntos sobre avanços no tratamento localizado do câncer de próstata, novas formas de tratamento cirúrgico mais conservador do câncer de rim, comparações entre tratamentos cirúrgicos ou radioterapia/ quimioterapia no câncer de bexiga e foram divulgados estudos iniciais sobre o impacto do uso contínuo de dutasterida em pacientes que já têm o diagnóstico de câncer de próstata confirmado.
Hoje o assunto foi cirurgias de reconstrução e trauma das vias urinárias. Discutiu-se as diversas formas de se tratar os traumas da uretra. Falou-se em tratamento das complicações da cirurgia de Prostatectomia Radical, como por exemplo, a lesão do intestino (região do reto). Falou-se das complicações da neo bexiga, quando uma nova bexiga é construída com alças do intestino, para substituição da original, retirada por causa de um tumor mais agressivo. Inclusive, houve uma plenária sobre tumor de bexiga,discutindo-se todas as formas atuais de tratamento dessa doença, nas mais variadas formas de apresentação.
Hoje o assunto principal foi Câncer de Próstata e foram discutidas todas as formas de se considerar um tipo desse de doença, uma verdadeira ameaça à vida. E sendo isso caracterizado, foram discutidas as novas formas de tratamento, desde novas técnicas cirúrgicas (robótica, laparoscópica, tradicional) até tratamento com drogas novas que podem não curar o paciente do tumor, mas com certeza oferecem uma melhor sobrevida com melhor qualidade.
A principal sessão de hoje falou sobre Bexiga Hiperativa. Discutiu-se sobre a facilidade de diagnóstico caso existisse um marcador para ajudar no diagnóstico de doença tão grave. Falou-se que muitas vezes somente através do exame físico e da história do paciente, consegue-se fazer um diagnóstico, sem exames invasivos como o Estudo Urodinâmico. Também houve uma sessão de cirurgias ao vivo, com diversas técnicas para tratamento dos cálculos e tumores das vias urinárias por endoscopia, assim como pelos métodos de laparoscopia. Várias técnicas de cirurgia da próstata foram demonstradas, como cirurgias com diversos tipos de LASER.
No último Simpósio de Tumores do Trato Genitourinário, foi reportado que vem ocorrendo um aumento na taxa de câncer renal, mais importante nos pacientes com menos de 65 anos.Duas fases foram comparadas: de 1971 a 1990 e de 1990 a 2006. Embora tenha sido observado um aumento das taxas em todos os níveis etários, o aumento na faixa dos pacientes com menos de 65 anos foi de 45,9% na primeira fase e de 55,3% no segundo período estudado. Embora a melhor tecnologia com uso de tomografia tenha contribuído para um maior número de casos diagnosticados, já se observava uma tendência de aumento da taxa na primeira fase do estudo, quando esse método diagnóstico ainda não estava disponível.
A retirada parcial do rim acometido por um tumor maligno já é uma conduta padrão, quando se trata de um tumor com menos de quatro centímetros. Um trabalho publicado recentemente no BJU International, vem mostrar que pacientes que sofrem de insuficiência renal também apresentam uma melhor evolução com a retirada parcial do rim, mesmo quando o tumor é maior que essa medida padrão, de quatro centímetros.





